terça-feira, 12 de junho de 2012

OPINIÃO | Ética: importância para as profissões

Temos consciência de que o respeito é fundamental para que tenhamos um convívio em sociedade de maneira saudável e harmoniosa. Partindo desse pressuposto soma-se o que chamamos de: ética e moral.

Para Mario Sergio Cortella, ética é o conjunto de princípios e valores que usamos para decidir as três grandes questões da vida que é o querer, o dever e o poder. Já a moral é a prática desses valores. Vale observar que  nem tudo que quero eu posso, nem tudo que posso eu devo e nem tudo que devo eu quero. A aplicação e a definição desses valores se dá através de normatizações ou princípios da sociedade sejam eles religiosos ou não.

Nascemos e somos criados dentro de uma "cultura" com o objetivo de sermos indivíduos com caráter e dissernimento. Na vida, assim como todo processo natural, uma hora temos que escolher e decidir para qual caminho devemos seguir e, na escolha da profissão, não é diferente.

Para o médico, a enfermeira, o engenheiro, o arquiteto, o gari, o motorista dentre outras tantas profissões há seu código de ética específico, são orientados  a comportamentos éticos visando o melhor e o respeito a todos.

Na profissão do  jornalista, seu compromisso é sempre com a verdade. Profissão essa, que ao mesmo tempo em que ela pode construir poderá com a mesma intensidade destruir reputações de instituições, como aconteceu com uma escola em São Paulo; poderá também acabar com pessoas influentes, instituições e governos. Ora se meu princípio ético enquanto jornalista é saber que não posso " colocar em risco a integridade das fontes e dos profissionais com quem trabalha", logo minha moral estaria no ato divulgar ou não a imagem de um acusado que nem condenado foi. 

No Código de Ética dos Jornalistas há uma série de regras que orientam quanto à sua conduta profissional, o seu dever enquanto formador de opinião, a sua responsabilidade profissional. Essas orientações servem para combater toda e qualquer forma de corrupção. Embora existam parlamentares que fraudam, professores que enganam, jornalistas que usam mídias a seu favor, não existe ninguém sem ética, portanto esses sim tem uma ética contrária ao que se prega.

A ética em meio a tantas escolhas não é optativa, cabe a cada ser humano por suas culturas fazer o que proporcionará sua consciência sempre visando o bem estar para a sociedade, a família e as pessoas próximas.

Ser um profissional ético é um desafio diário. Devemos aplicar os valores morais e éticos de forma automática sem esperar algo em troca. O importante é ser um profissional agindo sempre com RESPONSABILIDADE e RESPEITO ao próximo.


Por: Lígia Xavier

sexta-feira, 8 de junho de 2012

CRÔNICA | Jornalista Mil e uma Utilidades



Estava chegando à faculdade e me dirigi, como de rotina, a minha sala de aula, que fica no 1º andar do prédio. Para minha surpresa, lá se encontrava Daniel Aderaldo, correspondente do portal IG, que debatia sobre a temática: jornalismo on line, suas vantagens e desvantagens.
Analisando o que foi dito sobre um jornalismo rápido e que não ouve todas as partes em questão, questiono: onde fica a ética jornalística nessa história? Passamos anos em uma faculdade, aprendendo que ter ética na profissão é estar sempre embasado, isso significa checar várias fontes, pois um indivíduo pode ou não passar a informação que interesse a ele ou a um determinado grupo e isso, no jornalismo on line, se perde, pois o que vale é o furo da informação, é bombardear de notícias ás redes sociais. Até que ponto esse material visto nos portais é verídico? Até que ponto o que é escrito é confiável?
Precisa-se com urgência, criar regras para esse meio ou canal, ali as informações correm o mundo em questão de segundos. As empresas hoje são as maiores culpadas por esse tipo de “atropelo” da notícia, seja pela velocidade com que elas devem ser apresentadas ao grande público ou pelo excesso de trabalho que o repórter de hoje tem para abordar, além de ser mil e uma utilidades, escrever a matéria, tirar foto, gravar vídeo, editar, montar todo o material e postar num portal.
Ser jornalista, hoje, é agregar a essa profissão várias outras habilidades, mesmo não sendo especialista em algumas delas.

Por Rochelle Nogueira

OPINIÃO | Jornalismo cor-de-rosa ou falta de pauta?


Não sei o que leva um grande veículo de comunicação de grande credibilidade, cujo jornal impresso circula em todo o estado, realizar uma matéria sobre a instalação de uma multinacional em uma cidade do interior.
A chegada de uma loja da rede McDonald's na cidade de Juazeiro do Norte virou assunto não somente na cidade, mas na mídia, que tratou o assunto com muito 'puxaquismos' e o pior é ainda dizer que a nova lanchonete será ponto de atração para os caririenses. Então quer dizer que um simples McDonald's vai desertar outros grandes pontos turísticos da cidade, como o Memorial Padre Cícero, o Centro Cultural do Banco do Nordeste ou os Teatros Marquise Branca e o Patativa do Assaré?

Alguns dizem que a chegada dessa lanchonete em uma cidade do interior é sinônimo de desenvolvimento. Desenvolvimento é boa educação, economia, segurança, etc. Um simples restaurante fast-food que promove a obesidade, o alto colesterol e maus hábitos alimentares não vai deixar nenhuma cidade mais pobre ou mais rica. É lamentável justificar o crescimento de Juazeiro por uma nova franquia do McDonald's.

Sou cliente quase que assíduo da franquia, acho interessante esses lanchonetes símbolos da globalização instalarem-se em cidades interioranas, mas abomino a transformação do fato em um espetáculo. Além do mais utilizar-se disso para promover a marca. Sem contar com a discriminação do povo do interior, ao dizer que vão fazer do ponto uma 'pracinha', como se eles não tivesse outros lugares para passear, encontrar os amigos.

Veja no link abaixo a matéria:a


Por Eduardo Siqueira



terça-feira, 5 de junho de 2012

CINEMA | Paraísos Artificiais imerge no ambiente proibido da juventude


Paraísos Artificiais é uma produção do cineasta brasileiro Marcos Prado, diretor que se consagrou anteriormente com o documentário Estamira, agora lança com pé direito seu primeiro longa de ficção. O Filme merece destaque para a atuação digna de parabéns de Nathália Dill que se entregou, literalmente, de corpo e alma... e põe corpo nisso!!! Como também a de Livia de Bueno. As duas protagonistas mantiveram uma química tão grande que nos faz sentir todas as emoções sentidas na telona
Uma trama muito introspectiva, com uma trilha sonora que dá vontade de sair dançando, bebendo. fumando. Aliás, várias cenas do filme nos estimulam a querer fazer mil e uma coisas! Há alguns problemas no roteiro, mas erros bobos que não interferem na trama.
O fato de fazer uma super hiper mega apologia às drogas e de sujar a imagem das raves ao mostrar um ambiente de sexo, drogas e tuntztuntztuntz é questionável, mas não é justo julgar Prado por essa estereotipação das festas eletrônicas, pois tudo que foi mostrado no filme é reflexo da realidade, da vida que os jovens de classe média levam longe dos olhos dos desatentos pais.
“Paraísos Artificiais” é um drama sobre encarar as consequências das atitudes, quaisquer que sejam, e buscar onde estão as chances de mudança e superação, já que a vida está aí para correções, arrependimentos e novas tentativas.


Por Eduardo Siqueira

CRÔNICA | Horário de Almoço inusitado



 
 Hoje, quando descansava do almoço no trabalho, aconteceu uma situação inusitada. Chegou uma mulher toda arrumada. Ela aparentava mais idade, mas se vestia de uma maneira diferente. Vestido curto com um decote bem provocante, salto alto e uma maquiagem bem chamativa. Convidei-a para entrar, ela entrou e falou:

   - Oi meu nome é Maria, o Pedro se encontra?

   Pedro é o nome do meu gerente que estava no seu horário de almoço. Eu, gentilmente a respondi:

   - O Pedro não tá. Ele saiu pra almoçar, só volta as 14:00hs.

   - Menina, não me fale uma coisa dessas. É sério?

   - Sim, Dona Maria. Ele só voltará as 14:00hs.

   - Posso esperar? É que tenho que resolver esse problema hoje.

  Todo trabalhador tem no mínimo uma hora de almoço, para fazer sua refeição e depois descansar, ler, conversar no Facebook, falar com o namorado ou marido, enfim, fazer o que quiser dentro desse período. Eu também estava em meu horário de almoço. Mas, fiquei sem jeito e respondi que ela podia esperar.
   Ela tomou agua, café e sentou no sofá. Falou ao telefone e eu sentada em frente ao computador lendo algumas besteiras na internet. O que eu queria mesmo era dormir no sofá, coisa que faço todos os dias. Em poucos segundos, eu já era a sua B.F.F (Best friend forever).

   - Amiga, eu tenho que resolver esse problema hoje. Tenho que pegar essa documentação com o Pedro, e levar pro "corno do meu marido" assinar.

    Eu, meio assustada com o adjetivo que ela descreveu o marido, sorri sem graça. E ela continuou.

  - Amiga, eu tenho que resolver isso o mais breve possível. Aquele cachorro tem que assinar esses papeis, hoje!

   - E que papeis são esses? Perguntei.

   - É o distrato de um terreno que compramos. Quando vivíamos juntos. Antes de ele me trocar, por uma "vagabunda". Nessa época que a gente, se separou eu fiquei doente, com depressão. Não tinha ânimo de nada, deixei de trabalhar e deixei de pagar o terreno. Agora, depois de três anos, fiz um acordo com o Pedro e vou ser ressarcida pelo menos de 10% do que paguei. Só que eu preciso ter a assinatura do "vagabundo" do meu marido, que na verdade é ex.

   - Mas a Senhora, não está separada?

LITERATURA | Ensaio sobre a cegueira


Por alguns dias, tive a oportunidade de fazer a leitura do livro O ensaio sobre a cegueira, de José Saramago. Apesar de apresentar uma linguagem um pouco diferente da nossa, e até mesmo para preservar a língua portuguesa de Portugal, pátria do escritor, me debrucei a entender o que seria essa tal “cegueira branca”, e esse mistério pouco a pouco foi se desvendando, dia após dia. Ficava na dúvida de como apenas um ser humano não sofria desse mal que assolava a todos. Cada dia que se passava, eu chorava, pois como não se envolver com uma história como essa...? As tragédias, a estupidez, os sentimentos, as traições, a inveja e todos os piores sentimentos que podemos encontrar em um ser humano, ou mesmo numa sociedade. Viver essa história me foi útil, pois acabei por descobrir, através do olhar do autor, que o cego é aquele que tem medos... Medo de ficar sozinho, medo de não encontrar outro alguém, medo de não olhar adiante, de deixar a vida passar.
Realmente, “O pior cego é aquele que não quer ver”, cego dos olhos, do ouvido, do coração, do cérebro... Às vezes nos contentamos com muito pouco e a “cegueira” nos ajuda nisso, queremos sempre tapar o sol com a peneira, em busca de viver o que achamos ser o melhor para nós, e nem sempre isso é bom, ou é o certo. Falo isso em todos os âmbitos, seja emocional, profissional, social. Vivemos numa mesmice sem fim e não nos damos conta que o mundo lá fora nos impõe a várias situações e circunstâncias, que nos tornam “burros” e incapazes de abrir os olhos. Na realidade somos um bando de marionetes nesse mundão de meu Deus, vivemos de histórias encantadas como: Branca de Neve e vários contos de princesas em busca de seus príncipes que chegam em seus cavalos brancos. ESTAMOS CEGOS, O MUNDO ESTÁ CEGO, EU ESTOU CEGA...  Vamos nos abrir para enxergar esse novo mundo, ter uma nova visão do que nos estão a nos impor, ser capaz de enxergar quando alguém não nos dá em troca o mesmo afeto que lhe damos, não ter medo de ser suficientemente capaz de se entregar e encarar novas situações.
Vamos deixar de acomodação, de viver o mesmo sempre, de fazer as mesmas coisas sempre, de amar o de sempre, deixemos de ser cegos quando apenas apontamos os defeitos dos outros e não olhamos os nossos,  vamos dar a cara pra bater, de enfrentar e ser feliz, mesmo que isso nos custe caro, mesmo que tenhamos que enfrentar a tudo e a todos. Quem precisa sentir medo? Por que não encarar a vida de frente? Já dizia a canção: “VIVER E NÃO TER A VERGONHA DE SER FELIZ”. Devemos levar isso como lição.

Voltando a moral da história: SER CEGO, É TER MEDO...

Por Rochele Nogueira

BRASIL | O legado da copa de 2014 e o desenvolvimento das cidades

     
    
    O desenvolvimento das cidades e o legado da copa de 2014, foi discutido em um seminário na manhã de sexta-feira dia 12 de Agosto de 2011 no hotel Marina Park na cidade de Fortaleza, promovido pelo Instituto da Cidade e contou com a presença ilustre do ministro dos esportes Orlando Silva, Senador Inácio Arruda (PC do B), Evaldo Lima secretário de esporte e lazer de Fortaleza, e outras personalidades.
    No início o público foi saudado pelos palestrantes, que logo depois, deram início aos debates e exposições a respeito de como estão as obras na cidade de Fortaleza, outro ponto, a reforma do Castelão já com 30% pronto, motivo  de elogios por parte do Ministro Orlando Silva, e as expectativas da cidade quem sabe receber uma semi-final de copa.    
   Um dos temas foi transporte e mobilidade, legado fundamental que ficará pós-copa do mundo, o sistema férreo e suas várias linhas que conduzirá de uma ponta a outra da cidade cortando-a de lesta a Oeste, além disso o VLT (veículo leve sobre trilhos) diversificando a forma de se locomover, garantindo o direito de ir e vir problemática essa que enfrentamos no dia-a-dia, com a crescente frota de carros em nossa cidade, um transporte público de qualidade, seguro, trará benefícios a população do ponto de vista da acessibilidade,
custo benefício, e um trânsito mais desafogado.
   Outro tema foi o turismo, com benefícios não só somente para a capital Fortaleza mais para cidades do interior,investimento no setor hoteleiro, investimento em cursos de línguas para motoristas de táxi, é a proposta para deixar o estado ainda mais atrativo, Fortaleza é uma das cidades mais visitadas do Brasil pela hospitalidade do  seu povo não deixa dúvidas que essa será uma tarefa fácil, encantar ainda mais quem vem nos visitar. Compromisso essa é a palavra, o Brasil irá fazer a melhor copa do mundo de todos os tempos, a melhor Olimpíada, queremos que o mundo nos veja,  ressaltou o Ministro dos esportes. 
    No final da manhã foi aberto ao público que expôs no momento suas preocupações, a respeito de prazos das obras, de qualidade de serviço, e outros aspectos, deixando assim a palestra mais democrática.

Por Rochelle Nogueira