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sexta-feira, 8 de junho de 2012

CRÔNICA | Jornalista Mil e uma Utilidades



Estava chegando à faculdade e me dirigi, como de rotina, a minha sala de aula, que fica no 1º andar do prédio. Para minha surpresa, lá se encontrava Daniel Aderaldo, correspondente do portal IG, que debatia sobre a temática: jornalismo on line, suas vantagens e desvantagens.
Analisando o que foi dito sobre um jornalismo rápido e que não ouve todas as partes em questão, questiono: onde fica a ética jornalística nessa história? Passamos anos em uma faculdade, aprendendo que ter ética na profissão é estar sempre embasado, isso significa checar várias fontes, pois um indivíduo pode ou não passar a informação que interesse a ele ou a um determinado grupo e isso, no jornalismo on line, se perde, pois o que vale é o furo da informação, é bombardear de notícias ás redes sociais. Até que ponto esse material visto nos portais é verídico? Até que ponto o que é escrito é confiável?
Precisa-se com urgência, criar regras para esse meio ou canal, ali as informações correm o mundo em questão de segundos. As empresas hoje são as maiores culpadas por esse tipo de “atropelo” da notícia, seja pela velocidade com que elas devem ser apresentadas ao grande público ou pelo excesso de trabalho que o repórter de hoje tem para abordar, além de ser mil e uma utilidades, escrever a matéria, tirar foto, gravar vídeo, editar, montar todo o material e postar num portal.
Ser jornalista, hoje, é agregar a essa profissão várias outras habilidades, mesmo não sendo especialista em algumas delas.

Por Rochelle Nogueira

terça-feira, 5 de junho de 2012

CRÔNICA | Horário de Almoço inusitado



 
 Hoje, quando descansava do almoço no trabalho, aconteceu uma situação inusitada. Chegou uma mulher toda arrumada. Ela aparentava mais idade, mas se vestia de uma maneira diferente. Vestido curto com um decote bem provocante, salto alto e uma maquiagem bem chamativa. Convidei-a para entrar, ela entrou e falou:

   - Oi meu nome é Maria, o Pedro se encontra?

   Pedro é o nome do meu gerente que estava no seu horário de almoço. Eu, gentilmente a respondi:

   - O Pedro não tá. Ele saiu pra almoçar, só volta as 14:00hs.

   - Menina, não me fale uma coisa dessas. É sério?

   - Sim, Dona Maria. Ele só voltará as 14:00hs.

   - Posso esperar? É que tenho que resolver esse problema hoje.

  Todo trabalhador tem no mínimo uma hora de almoço, para fazer sua refeição e depois descansar, ler, conversar no Facebook, falar com o namorado ou marido, enfim, fazer o que quiser dentro desse período. Eu também estava em meu horário de almoço. Mas, fiquei sem jeito e respondi que ela podia esperar.
   Ela tomou agua, café e sentou no sofá. Falou ao telefone e eu sentada em frente ao computador lendo algumas besteiras na internet. O que eu queria mesmo era dormir no sofá, coisa que faço todos os dias. Em poucos segundos, eu já era a sua B.F.F (Best friend forever).

   - Amiga, eu tenho que resolver esse problema hoje. Tenho que pegar essa documentação com o Pedro, e levar pro "corno do meu marido" assinar.

    Eu, meio assustada com o adjetivo que ela descreveu o marido, sorri sem graça. E ela continuou.

  - Amiga, eu tenho que resolver isso o mais breve possível. Aquele cachorro tem que assinar esses papeis, hoje!

   - E que papeis são esses? Perguntei.

   - É o distrato de um terreno que compramos. Quando vivíamos juntos. Antes de ele me trocar, por uma "vagabunda". Nessa época que a gente, se separou eu fiquei doente, com depressão. Não tinha ânimo de nada, deixei de trabalhar e deixei de pagar o terreno. Agora, depois de três anos, fiz um acordo com o Pedro e vou ser ressarcida pelo menos de 10% do que paguei. Só que eu preciso ter a assinatura do "vagabundo" do meu marido, que na verdade é ex.

   - Mas a Senhora, não está separada?